Aluno que levou mais de 6 lanches para prova do Enem grava reação da família ao ver nota: 'meu Deus, obrigada'
Aluno que levou mais de 6 lanches para prova do Enem grava reação da família ao ver nota Marcel Nascimento da Costa, de 19 anos, candidato que levou mais de ...
Aluno que levou mais de 6 lanches para prova do Enem grava reação da família ao ver nota Marcel Nascimento da Costa, de 19 anos, candidato que levou mais de seis lanches para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Teresina, gravou a reação da família ao ver a nota da prova que foi divulgada nesta sexta-feira (16). Ele alcançou 940 pontos na redação e acertou 165 das 180 questões do exame. “Antes de abrir, vi muitas pessoas dizendo que a nota tinha caído. Eu estava tremendo, com medo de ter saído dos 900 pontos. Minha família ainda está processando e chorando. Parece um sonho, como se eu fosse acordar a qualquer momento. Estou em êxtase”, disse Marcel. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O vídeo foi gravado em Lago da Pedra, no Maranhão, onde Marcel nasceu e mora com a família. Nas imagens, a mãe e a irmã do jovem choram e se abraçam ao ver a nota. Ele sonha em cursar medicina e tentou o Enem por três anos seguidos. Durante 2025, Marcel chegou a morar em Teresina, na casa de uma vizinha de infância, para frequentar um cursinho preparatório. LEIA TAMBÉM: Aluno leva mais de 6 lanches para 2° dia de prova do Enem: 'me relaxa comer a cada 5 questões' Aluno que levou mais de 6 lanches para prova do Enem evitou comer: 'medo de passar mal' “Comecei a me preparar em 2023, ainda no ensino médio. Foquei em construir base e consegui uma nota boa, mas não o suficiente. Depois ganhei uma bolsa de 100% em um cursinho no meu estado, onde consegui lapidar o que já sabia e melhorar meus erros”, contou. Aluno que levou mais de 6 lanches para prova do Enem grava reação da família ao ver nota: Reprodução/Arquivo pessoal Ele relatou que, no Enem de 2024, feito no Maranhão, marcou duas questões erradas no gabarito e não conseguiu escrever uma boa redação, caindo de 960 para 900 pontos. “Depois percebi o erro e perdi a vaga por 0,2 ponto. Isso virou meu novo foco. Passei a fazer simulados sempre com o gabarito ao lado para evitar novas falhas”, explicou. Logo conseguiu outra bolsa de 100% para cursar uma nova preparação em Teresina e passou a estudar 8 horas por dia. “Para conquistar uma vaga em medicina, eu não precisava ser bom, precisava ser excelente. Fazia de duas a três redações por semana e estudava por cinco horas para o segundo dia de prova e três horas para o primeiro, onde tinha mais dificuldade”, relatou. Marcel contou que se surpreendeu com o tema da redação, embora tivesse treinado assuntos relacionados à população idosa na sociedade. “Usei como repertório a Revolução Industrial e seus impactos na saúde, o livro Brasil: Uma Biografia, da historiadora Lilia Schwarcz, além da Previdência Social e da antiga placa de trânsito para idosos, que reforçava a ideia do idoso como alguém incapaz”, explicou. Lanches Marcel contou que, no primeiro dia de prova, levou whey, frutas, um doce e uma barra de cereal. “No segundo dia, levei ainda mais lanches, caso ficasse ansioso e precisasse me acalmar com comida. Bebia água a cada dez questões e, a cada doze, pegava um lanche e continuava mastigando enquanto fazia a prova. Por isso deu tempo”, explicou. Durante o período de preparação, ele já tinha o hábito de lanchar enquanto resolvia questões. Aluno que levou mais de 6 lanches para 2° dia de prova do Enem evitou comer: 'fiquei com medo de passar mal' g1 Segurança e psicológico O jovem afirmou que, durante o preparatório em 2024, focou em todas as áreas cobradas pelo exame. “Fui para a prova muito seguro de que fiz o máximo e dei tudo de mim. A mudança de mentalidade para focar igualmente nos dois dias fez diferença. Acertei 85 das 90 questões do primeiro dia”, disse Marcel. Marcel afirmou que o apoio da família, dos amigos, professores e mentores foi essencial para lidar com a pressão do momento. “Tive uma rede de apoio muito grande. Meus amigos do cursinho, que viviam a mesma realidade que eu, me ajudaram muito. Meus mentores, Eduarda, João Pedro e Pedro, foram essenciais neste ano. E, além disso, minha fé também foi importante. Todo fim de semana eu ia à igreja para agradecer”, contou. Como dica para os futuros candidatos em 2026, o jovem recomendou reajustes na rotina de estudo e correção das questões erradas durante simulados. "A dica é que tenham resiliência. É um percurso difícil, rodeado de incertezas, renuncias e imprevistos. Então não percam a fé na vitória e em Deus, é um alicerce muito importante. Identifique onde errou e reajuste a rota, corrija bem as questões erradas nos formulários". *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube