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Assessores de Tatiana Medeiros fizeram Pix de R$ 100 para eleitores no dia da eleição, diz promotor

Assessores de Tatiana Medeiros fizeram Pix de R$ 100 para eleitores, diz promotor O promotor de Justiça Plínio Fontes afirmou, nesta sexta-feira (28), que ass...

Assessores de Tatiana Medeiros fizeram Pix de R$ 100 para eleitores no dia da eleição, diz promotor
Assessores de Tatiana Medeiros fizeram Pix de R$ 100 para eleitores no dia da eleição, diz promotor (Foto: Reprodução)

Assessores de Tatiana Medeiros fizeram Pix de R$ 100 para eleitores, diz promotor O promotor de Justiça Plínio Fontes afirmou, nesta sexta-feira (28), que assessores da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) fizeram Pix de R$ 100 para eleitores no dia da eleição. Ela e outras oito pessoas respondem por corrupção eleitoral e organização criminosa. LEIA TAMBÉM: Campanha que elegeu Tatiana Medeiros movimentou R$ 2 milhões de forma ilegal, diz MP "A própria vereadora mandava assessores fazerem Pix de até R$ 100 para diversos eleitores, inclusive na manhã de 6 de outubro (dia das eleições). De alguns era exigido o envio de fotos na cabine e comprovante de votação", disse Plínio. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Em entrevista à imprensa no 5º dia de audiência de instrução e julgamento do processo, realizado nesta sexta, o promotor apontou que transações bancárias para eleitores foram identificadas como provas de compra de votos. "O namorado da vereadora, Alandilson Cardoso, recebeu dinheiro de várias pessoas, inclusive com passagens pela polícia, e repassou parte dele para Tatiana e a ONG Vamos Juntos (fundada e mantida pela parlamentar)", completou Plínio. A defesa de Tatiana Medeiros negou que a vereadora tenha comprado votos e revelou que 900 cestas básicas estragaram após o fechamento da ONG, determinado pela Justiça Eleitoral. "A PF requeriu e a Justiça determinou o fechamento de um instituto utilizado pela própria comunidade, que se beneficiava e oferecia para o voluntariado. O que mais me preocupa são as cestas básicas estragadas num local vulnerável, de pessoas em insegurança alimentar", comentou o advogado Samuel Castelo Branco. Em resposta, o promotor de Justiça Mário Alexandre Costa declarou que o MP pediu à defesa que entregasse os alimentos, mas isso não aconteceu. "As cestas não eram objeto da investigação. Pedimos que fossem entregues em outra instituição, mas elas estragaram porque a defesa ficou inerte e não tomou nenhuma providência", rebateu. Defesa diz que 900 cestas básicas estragaram após Justiça fechar ONG de Tatiana Medeiros Quinto dia de audiência No quinto dia da audiência, a previsão da Justiça Eleitoral é de que a vereadora, o namorado dela, Alandilson Cardoso, e outros três acusados sejam ouvidos. ⚖️ A audiência de instrução e julgamento é uma fase decisiva do processo. Nela, o juiz analisa provas e ouve testemunhas, réus e especialistas antes de definir a sentença. Tatiana chegou ao Fórum Eleitoral de Teresina às 8h38, acompanhada do tio e advogado Francisco Medeiros. Assim como nos quatro primeiros dias, ela não falou com a imprensa. Alandilson chegou dois minutos depois sob forte escolta da Polícia Militar e Polícia Penal. Ele está preso no Centro de Detenção Provisória de Altos e participa da audiência pela primeira vez após comparecer na segunda-feira (24). Na saída de Alandilson, o advogado dele, Wildes Próspero, reforçou que o réu não integra a facção criminosa que supostamente financiou a campanha da vereadora para a Câmara de Teresina. "Uma das hipóteses investigativas da autoridade policial quando instaurou o inquérito, era verificar se a votação recebida pela vereadora coincidia com áreas que, em tese, teria predominância e domínio do Bonde dos 40. Quando, em verdade, quase que 80% da votação dela é concentrada na Zona Norte, que é tomada por uma outra facção, denominada PCC", disse. Wildes Próspero comentou sobre reclamação protocolada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou ainda que a audiência ocorreu dentro da normalidade e a expectativa é a "melhor possível". "A reclamação ajuizada no Supremo Tribunal Federal não tinha como finalidade suspender a audiência. O pedido principal é que toda a prova que fora aportada nesses autos de forma emprestada, advindas de uma ação penal declarada como ilícita, seja desentranhada dos autos. E as demais que subsistem, se tiverem um elo de dependência, também devem ser desentranhadas por se tratar de uma prova derivada", concluiu. A assessora de Tatiana, Emanuelly Pinho, e os funcionários Bruna Raquel Lima e Sávio França, da ONG Vamos Juntos, também devem ser ouvidos nesta sexta. Mais de 100 depoimentos A audiência do caso iniciou na segunda e deve ser encerrada nesta sexta. Ao todo, a Justiça Eleitoral convocou 103 testemunhas, além dos nove réus, para prestarem depoimento. Quatro acusados foram convocados na quinta-feira (27), mas decidiram ficar em silêncio. Todos respondem por corrupção eleitoral e organização criminosa: Maria Odélia Medeiros, mãe de Tatiana Medeiros; Stênio Ferreira, padrasto da vereadora; Bianca Medeiros, irmã da vereadora; Lucas Carvalho, cunhado da vereadora. Outras 10 testemunhas foram ouvidas na quinta. A Justiça Eleitoral dispensou quatro delas. Relembre o caso Tatiana foi presa em 3 de abril durante a Operação Escudo Eleitoral, da Polícia Federal. Segundo a PF, ela liderou um esquema de corrupção eleitoral que envolveu a participação de uma "facção criminosa violenta com grande atuação no estado". A Justiça Eleitoral afastou Tatiana do cargo de vereadora. O suplente Leondidas Júnior (PSB) assumiu a vaga, como determina o regimento da Câmara de Teresina. Enquanto esteve presa no Quartel do Comando Geral, Tatiana passou mal e precisou ser internada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) e no Hospital da Polícia Militar (HPM). Em 3 de junho, a Justiça autorizou prisão domiciliar por motivo de saúde, com medidas cautelares. A vereadora foi solta por uma liminar, em 10 de outubro, após o TJ anular um relatório financeiro usado como prova contra ela. O documento foi obtido sem autorização judicial. Três dias depois, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu manter a prisão domiciliar e o afastamento da parlamentar por entender que a volta dela à Câmara poderia levar à "destruição e provas e retorno da influência" do crime organizado no Poder Legislativo. Vereadora Tatiana Medeiros chega ao 5º dia de audiência de instrução e julgamento Eric Souza/g1 Namorado da vereadora Tatiana Medeiros chega a audiência escoltado por policiais Eric Souza/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube