Estudante de jornalismo que morreu em acidente no RJ é homenageada por colegas e professores na UFPI
Estudante de jornalismo Talita Oliveira morre aos 26 anos no Rio de Janeiro Professores e colegas de curso da estudante de Jornalismo Talita Oliveira da Concei...
Estudante de jornalismo Talita Oliveira morre aos 26 anos no Rio de Janeiro Professores e colegas de curso da estudante de Jornalismo Talita Oliveira da Conceição, de 26 anos, homenagearam a jovem na tarde desta quarta-feira (13), na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Ela morreu após um acidente de trânsito no Rio de Janeiro. No local, uma mesa com uma imagens de Talita, de Nossa Senhora de Fátima e flores foi montada. Carregando velas, balões brancos e vestidos com roupas escuras, professores e colegas rezaram o terço. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Durante o terço, o grupo compartilhou momentos especiais vividos com Talita, que cursava o sexto período de Jornalismo. "Ela cursava Letras - Inglês no primeiro semestre de 2023 e eu conheci ela no projeto de extensão de Teatro, que era uma das paixões da vida dela. Tive a felicidade de recebê-la como caloura de Jornalismo no período seguinte, enquanto eu me organizava para entrar no Centro Acadêmico. Ela, caloura, chegou [e disse] 'eu quero entrar'. Ela era essa pessoa que não sabia esperar, esforçada, criteriosa, esperançosa", recordou a aluna do sétimo período Rita de Kássia Araújo. "Acho que essa vontade dela de querer estar à frente do Centro Acadêmico parte muito do lugar de trazer melhorias pro nosso curso, porque ela sabia que apenas juntos a gente ia conseguir. E enquanto eu tive a oportunidade de estar com ela, ela sempre foi essa pessoa que irradiava. Ela chegava no ambiente e preenchia ele inteiro", disse em entrevista ao g1. A jovem começou a trabalhar na TV Meio Norte ainda entre o terceiro e o quarto período do curso e passou por diferentes funções, como produção, reportagem, web e televisão. "É um momento realmente de muita sensibilização. O que as pessoas falam é que Talita era otimista, disposta, prestativa e ela tinha essa energia que ela distribuía. Isso faz com que a perda dela seja mais sentida ainda", comentou o professor e chefe do Departamento de Jornalismo, Fenelon Rocha. "Em sala de aula, era uma pessoa que questionava. Gentil, mas questionadora, curiosa, como cabe a um bom jornalista", completou o professor. Colegas de turma também lembraram da trajetória de dedicação de Talita dentro da universidade e do entusiasmo dela com a comunicação e as artes. "A Talita era muito empolgada, encantada e preocupada com tudo. 'Amigo, vai dar certo?', 'Ai meu Deus, será que vai dar certo?', ela dizia. Ela era uma menina com energia muito de menina, eu achava isso muito bonito nela. Ela se colocava muito em tudo que fazia", afirmou o estudante de jornalismo Dhominy Paiva. "Eu acho que ela ia gostar de ser lembrada como viajante e como artista, porque era o que ela mais amava. Amava arte e amava viajar", concluiu. Estudante de jornalismo que morreu em acidente no RJ é homenageada por colegas e professores na UFPI Vitória Bacelar/g1 Ela morreu na noite de segunda-feira (11), após a motocicleta em que estava colidir com um táxi na Avenida Rei Pelé, próximo à estação do metrô do Maracanã, no sentido Centro do Rio de Janeiro. Ela estava na garupa da moto e passava férias na cidade. LEIA TAMBÉM: Estudante sonhava em morar no Rio de Janeiro Estudante de jornalismo que morreu em acidente no RJ é homenageada por colegas e professores na UFPI Vitória Bacelar/g1 A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga as circunstâncias do acidente. O piloto da moto não era habilitado, por isso o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e condução de veículo sem habilitação. Quem era Talita Oliveira? Talita Oliveira da Conceição Reprodução/Instagram Segundo ele, Talita começou a trabalhar na TV Meio Norte ainda entre o terceiro e o quarto período do curso e passou por diferentes funções, como produção, reportagem, web e televisão. Para os colegas, ela demonstrava entusiasmo com a profissão e acreditava no próprio potencial. “Ela sempre foi uma menina que trabalhou muito. Sempre aceitava os trabalhos. Era muito empolgada, muito animada com tudo”, afirmou Dhominy. Além do jornalismo, Talita também tinha forte ligação com o teatro e sonhava em seguir carreira artística. Durante a graduação, chegou a protagonizar uma peça universitária e falava frequentemente sobre o desejo de morar no Rio de Janeiro no futuro. O colega também relembrou as dificuldades enfrentadas pela estudante para conciliar trabalho, estudos e deslocamentos entre Timon, no Maranhão, e Teresina. Segundo ele, Talita vendia bolos de pote para custear seu transporte. “Ela vinha de uma condição muito humilde e, mesmo com todas as dificuldades, continuava correndo atrás dos objetivos dela”, disse. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube