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Fígado, rins e córneas são transportados por mais de 300 km em helicóptero para transplante no Piauí

Fígado, rins e córneas são transportados em helicóptero para transplante no PI O fígado, os rins e as córneas de um paciente que não teve a identidade re...

Fígado, rins e córneas são transportados por mais de 300 km em helicóptero para transplante no Piauí
Fígado, rins e córneas são transportados por mais de 300 km em helicóptero para transplante no Piauí (Foto: Reprodução)

Fígado, rins e córneas são transportados em helicóptero para transplante no PI O fígado, os rins e as córneas de um paciente que não teve a identidade revelada foram captados em Parnaíba, após o consentimento da família, e transportados em um helicóptero da Polícia Militar do Piauí (PMPI) para Teresina, na quarta-feira (10). Os rins e as córneas foram transplantados na capital, enquanto o fígado seguiu para Brasília (DF). Ao todo, cinco pacientes foram beneficiados. O voo durou uma hora e 20 minutos, de acordo com o gerente de Operações Aéreas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), coronel Clayton Gomes. Ele pilotou o helicóptero ao lado do major Emerson Silva, comandante do Batalhão de Operações Aéreas (Bopaer) da PMPI. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp ➡️ Parnaíba, no litoral do estado, e Teresina, na região Centro-Norte, estão separadas uma da outra por cerca de 337 km. O tempo médio de uma viagem de carro entre as cidades é de aproximadamente 4 a 5 horas, dependendo das condições do trânsito e das paradas no caminho. Segundo a SSP, o objetivo do transporte aéreo é reduzir o tempo entre a captação e o transplante para aumentar as chances de sucesso dos procedimentos e beneficiar os pacientes na fila de espera por novos órgãos. "Essa ação é importante porque quanto mais rápido o órgão chegar para ser colocado no paciente fica, mais preservado e em melhor condição ele fica. Cada órgão tem um tempo limitado de preservação fora do corpo", afirmou o coronel Clayton Gomes ao g1. A operação envolveu as equipes do Bopear, da Gerência de Operações Aéreas da SSP, da Central Estadual de Transplantes e da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi). Da captação ao transplante Os órgãos foram captados por médicos cirurgiões do Hospital Getúlio Vargas (HGV), de Teresina, que viajaram ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, exclusivamente para fazer o procedimento. A enfermeira Nadja Miranda, coordenadora do Núcleo de Córneas do Heda, foi uma das responsáveis pela operação e explicou que o processo de doação de órgãos começa com a autorização das famílias dos pacientes. "Para ocorrer uma captação, a gente precisa do apoio da nossa equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos, que organiza desde o acompanhamento do diagnóstico de morte encefálica à realização de entrevista às famílias para a possibilidade de doação", descreveu Nadja. Além dos médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais atuam no diagnóstico dos pacientes e no acolhimento da família, apresentando as informações necessárias para que ela tome uma decisão segura. Os profissionais da saúde também acompanharam a viagem e acondicionaram os órgãos captados em caixas térmicas fechadas e com monitoramento da temperatura. Os hospitais de Teresina para os quais os órgãos foram levados não foram informados. "Os receptores que estão em falência hepática ou renal, em hemodiálise, que perderam a visão ou têm algum prejuízo na córnea vão voltar a ter uma vida normal depois de receber esses órgãos e tecidos", acrescentou a coordenadora do Núcleo de Córneas. O coronel Clayton Gomes destacou ainda que esse tipo de operação é sazonal, pois depende da permissão dos familiares e dos exames para verificar se o órgão pode ou não ser doado para outros pacientes. A viagem só é feita caso os exames apontem que os órgãos são compatíveis. Fígado, rins e córneas são transportados em helicóptero para transplante no Piauí Divulgação/SSP-PI VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube