Impasse sobre reajuste mantém negociação do transporte público sem acordo em Teresina
Reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região Isabela Leal | TV Clube Trabalhadores do transporte público de Teresina, empresários e representante...
Reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região Isabela Leal | TV Clube Trabalhadores do transporte público de Teresina, empresários e representantes da Prefeitura Municipal não entraram em acordo, durante a reunião realizada nesta quarta-feira (20) no Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, sobre reajuste salarial e os demais benefícios reivindicados por motoristas e cobradores. A paralisação do sistema de ônibus segue suspensa após a Justiça determinar a circulação de 100% da frota nos horários de pico na capital. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Um novo encontro foi marcado para a quinta (21), às 11 horas. Devem participar da conversa representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut), da Prefeitura Municipal e do Ministério Público do Trabalho. Durante a reunião desta quarta (20), a Justiça do Trabalho indicou à prefeitura que um aumento no subsídio pago ao sistema pode ser necessário para ajudar nas negociações. Vídeos em alta no g1 Na terça-feira (19), os trabalhadores apresentaram proposta de reajuste de aproximadamente 12%, envolvendo salário, ticket alimentação e plano de saúde. Já os empresários ofereceram reajuste linear de 3%, valor considerado insuficiente pelo Sintetro. Diante do impasse, o MPT sugeriu um percentual intermediário, próximo de 6% a 7%. O superintendente de transportes de Teresina, Weldon Bandeira, afirmou que o município vai analisar os números apresentados durante a discussão. “Nós entendemos o que foi proposto pelos trabalhadores e estaremos levando essa conversa ao prefeito Sílvio Mendes para deliberar o que a prefeitura pode ou não contribuir na resolução dessas discussões”, disse. O desembargador-presidente do TRT-22, Téssio da Silva Tôrres, reforçou que o sistema de transporte coletivo de Teresina depende atualmente do subsídio municipal para manter as operações. Ainda de acordo com ele, as empresas alegaram dificuldades financeiras para renovar a frota e conceder reajustes aos trabalhadores. “O que verificamos foi que, sem o aumento desse subsídio, os empresários também não conseguiriam fazer frente aos aumentos pretendidos pela classe dos trabalhadores”, declarou. Audiência na terça (19) Reunião entre os trabalhadores do transporte e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut) Isabela Leal | TV Clube Uma audiência de conciliação entre o Sintetro e Setut já havia sido realizada na tarde desta terça-feira (19). Para o presidente do Sintetro, Antônio Cardoso, a audiência foi mais produtiva que as negociações anteriores, mas ainda sem definição sobre os índices de reajuste pedidos pela categoria. Antônio Cardoso afirmou ainda que a categoria decidiu suspender temporariamente a paralisação para demonstrar “bom senso” diante das negociações conduzidas pela Justiça do Trabalho. Mesmo com a suspensão temporária da greve, ele destacou que o movimento poderá ser retomado caso não haja avanço nas negociações. “Se não tiver consenso e não chegar a um entendimento, a gente vai acatar a determinação dos trabalhadores e continuar com o movimento”, declarou. Paralisação suspensa pela Justiça A paralisação parcial do transporte público em Teresina havia sido iniciada na segunda (18) após o impasse nas negociações entre trabalhadores e empresários. No mesmo dia, o TRT-22 determinou a circulação de 100% da frota de ônibus nos horários de pico e de 80% nos demais horários e aos domingos. A decisão judicial também estabeleceu multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento da determinação, além de punições para bloqueio de garagens, retenção de veículos ou impedimento do trabalho de funcionários que não aderissem ao movimento. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube