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Tatiana Medeiros: laudo de celular cita transferências via Pix e planilhas de eleitores, mas não há ordem para compra de votos

Vereadora Tatiana Medeiros Eric Souza/g1 O laudo pericial feito pela Polícia Federal sobre o celular da vereadora Tatiana Medeiros identificou a presença de c...

Tatiana Medeiros: laudo de celular cita transferências via Pix e planilhas de eleitores, mas não há ordem para compra de votos
Tatiana Medeiros: laudo de celular cita transferências via Pix e planilhas de eleitores, mas não há ordem para compra de votos (Foto: Reprodução)

Vereadora Tatiana Medeiros Eric Souza/g1 O laudo pericial feito pela Polícia Federal sobre o celular da vereadora Tatiana Medeiros identificou a presença de comprovantes de votação, registros de transferências via PIX e planilhas com nomes de eleitores, mas não encontrou ordem direta da parlamentar para compra de votos nas eleições de 2024. O material ainda será analisado pela Justiça. De acordo com o documento, há conversas que mencionam o termo “compra de votos”, porém muitas delas estão relacionadas a notícias divulgadas pela imprensa. Em nota, a Polícia Federal afirmou que a ausência de termos ou ordens explícitas em mensagens não invalida as provas reunidas, que devem ser analisadas em conjunto. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A perícia informou que não localizou determinação expressa da vereadora para a prática do crime eleitoral nem diálogos que indiquem troca de serviços filantrópicos por votos em seu benefício. O laudo também aponta que Tatiana Medeiros não participa de grupos de aplicativos de mensagens ligados à facção criminosa Bonde dos 40. As referências à facção aparecem apenas em conversas com comentários sobre reportagens jornalísticas, sem indícios de articulação criminosa, negociação de mandato ou benefício ilícito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que foi encontrado De acordo com a perícia, o relatório de extração dos dados do aparelho reúne registros de transferências bancárias via Pix realizadas no dia da eleição, além de imagens de comprovantes de votação, títulos de eleitor e planilhas com nomes e quantidades de eleitores. A Polícia Federal destacou que esses elementos podem indicar possível relação com ilícitos eleitorais, mas que não permitem, por si só, afirmar a existência de ordem direta para compra de votos. A perícia complementar foi determinada pela juíza eleitoral Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho. As provas ainda serão analisadas pela magistrada. Nota da Polícia Federal A Polícia Federal esclarece que o inquérito policial já se encontra devidamente concluído e relatado, com todos os elementos de prova regularmente coligidos e formalmente incorporados aos autos, os quais se encontram sob apreciação do Poder Judiciário. O laudo complementar recentemente mencionado na imprensa não reabriu nem alterou o escopo da investigação, limitando-se exclusivamente a responder quesitos técnicos formulados pela defesa, nos termos do Código de Processo Penal. Referido laudo teve como objeto específico a verificação da existência — ou não — de expressões literais (“ipsis litteris”) em conversas extraídas de aparelhos telefônicos. Ressalta-se que a investigação não se baseia na presença de palavras ou expressões isoladas, tampouco exige ordens explícitas ou declarações textuais diretas para a configuração dos ilícitos apurados. A atuação da Polícia Federal se pautou em análise contextual, sistêmica e probatória, que envolve, entre outros elementos, cruzamentos financeiros, fluxos bancários atípicos, apreensão de documentos e cadastros, análise de mídias digitais, depoimentos e correlação temporal entre eventos financeiros e eleitorais. Assim, eventual ausência de expressões literais em mensagens não descaracteriza, nem enfraquece, o conjunto probatório produzido, o qual deve ser analisado de forma integrada. Por fim, a Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a técnica investigativa e a imparcialidade, destacando que todas as conclusões constam exclusivamente do inquérito policial, devidamente relatado e encaminhado às instâncias competentes. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube