Cidades do Piauí estão entre as 10 do país com mais bebês sem registro no ano de nascimento, diz IBGE
Certidão de nascimento Marcello Casal Jr/Agência Brasil Dois municípios do Piauí estão entre os 10 com maiores percentuais de crianças que não foram regi...
Certidão de nascimento Marcello Casal Jr/Agência Brasil Dois municípios do Piauí estão entre os 10 com maiores percentuais de crianças que não foram registradas no ano de nascimento no Brasil. Os dados são de um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento "Estimativas de Sub-registro de Nascimentos e Óbitos, referente a 2024", aponta que 39,2% das crianças em Boqueirão do Piauí e 38,5% em Lagoa do Barro do Piauí não foram registradas no ano em que nasceram. As cidades ocupam o 6º e o 7º lugares da lista. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp As informações foram obtidas a partir de dados coletados pelo IBGE em cartórios e nos sistemas de Informações sobre Nascidos Vivos e de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, que são alimentados por notificações feitas em estabelecimentos de saúde e serviços médicos. Os dados mostram que o Piauí ocupa o quarto lugar entre os estados com as maiores taxas de sub-registro de nascimentos, 3,98% e o terceiro em óbitos, com percentual de 16,15%. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Brasil tem menor taxa de bebês não registrados no ano em que nasceu, mostra IBGE O IBGE apontou que o local do parto influencia nessa documentação. Nacionalmente o sub-registro em hospitais é de 0,83%, já o nascimentos domiciliares apresentam taxa de 19,35%. A idade da mãe também é um fator relevante. No sub-registro, as taxas se concentram nas mães adolescentes. "A ausência do registro civil de nascimento constitui barreira ao pleno exercício da cidadania e à efetivação de direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal do Brasil, de 1988, e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, instituído em 1990", apontou o IBGE. Quando analisadas as subnotificações de óbitos, ou seja, quando não são notificadas ao Ministério da Saúde, o estado aparece em primeiro lugar. Confira a lista com maiores taxas de sub-registros Junco do Maranhão (MA): 70,2% Alto Alegre (RR): 67,9%; Amajari (RR): 60,1%; Uiramutã (RR): 55,6%; Lagoa de Velhos (RN): 41,9%; Boqueirão do Piauí (PI): 39,2%; Lagoa do Barro do Piauí (PI): 38,5%; Pedra Branca do Amapari (AP): 36,7%; Bom Jesus do Tocantins (PA): 36,2%; Luís Domingues (MA): 35,0%. *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube