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Novo Centro de Operações da Unimed Teresina traz mais agilidade no atendimento aos pacientes

O COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera. Unimed Teresina ...

Novo Centro de Operações da Unimed Teresina traz mais agilidade no atendimento aos pacientes
Novo Centro de Operações da Unimed Teresina traz mais agilidade no atendimento aos pacientes (Foto: Reprodução)

O COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera. Unimed Teresina A rotina de um hospital é feita de decisões que acontecem minuto a minuto. Cada passo dado por um paciente, da recepção à alta, carrega impacto direto sobre seu bem-estar e sobre a capacidade de resposta da instituição. Foi desse entendimento que nasceu, na Unimed Teresina, o COLA (Centro de Operações Logísticas Assistenciais) um sistema criado para acompanhar em tempo real toda a jornada do beneficiário e transformar dados em ações imediatas. A iniciativa, implementada no Hospital de Alta Complexidade Unimed - Unidade Primavera (HUP), reúne tecnologia, integração de equipes e uma mudança profunda de cultura organizacional para colocar a experiência do paciente no centro da operação. A ideia partiu do desejo da Diretoria da Unimed Teresina de implantar um centro de comando para tornar o atendimento mais ágil, seguro e centrado no paciente. Ao receber o projeto, o gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, identificou a oportunidade de ir além do modelo convencional: reunir, no mesmo ambiente, monitoramento assistencial, controle de custos por setor, acompanhamento de orçamento e comparação com a rede. “O sonho inicial era um centro de comando assistencial, mas vimos a oportunidade de desenvolver uma solução que também integrasse custos por setor, faturamento, orçamento e indicadores. Assim, poderíamos acompanhar de perto a sustentabilidade do negócio e a eficiência operacional”, afirma Hugo. Embora o conceito do COLA se inspire em centros de comando utilizados em outras instituições, como as Unimeds de Sorocaba e Caruaru e o Hospital Israelita Albert Einstein, a versão implantada em Teresina foi desenvolvida internamente. As equipes de TI e Inteligência da cooperativa criaram painéis, indicadores e dashboards próprios, adaptados às necessidades locais e à realidade operacional do hospital. O objetivo central era resolver desafios antigos, como a falta de previsibilidade de resultados, o risco de aumento de custos e a necessidade de garantir eficiência sem comprometer a qualidade do cuidado oferecido aos beneficiários. O gerente de Operações Hospitalares da Unimed Teresina, Hugo Neves, destaca a importância do COLA para melhorar o atendimento aos pacientes. Unimed Teresina Monitoramento em tempo real melhora experiência dos pacientes Na prática, o COLA funciona como uma sala de monitoramento em tempo real de tudo o que acontece na jornada do paciente dentro do Hospital Unimed Primavera, desde o momento em que ele solicita a senha de atendimento, seja na urgência, seja na internação. A partir dali, cada etapa é acompanhada por analistas treinados. No Pronto Atendimento, por exemplo, são observados o tempo até a triagem, a espera pela consulta, a realização de exames laboratoriais e de imagem e o caminho até a alta. Na internação cirúrgica, o monitoramento inclui o trajeto do cadastro ao quarto, o encaminhamento ao centro cirúrgico, o tempo de procedimento, a recuperação e o retorno ao leito. Todos esses fluxos seguem tempos definidos com base em normas de segurança, qualidade e regulamentações como LGPD, Anvisa e Vigilância Sanitária. Se algum desses prazos é ultrapassado, o COLA aciona imediatamente o setor responsável para que a situação seja resolvida. Esse acompanhamento permite que a equipe aja antes que o atraso se transforme em problema, reduzindo esperas desnecessárias e melhorando a experiência do beneficiário. “Se percebemos que um paciente pode exceder o tempo previsto em qualquer etapa, notificamos a equipe assistencial no mesmo instante”, afirma Hugo Neves. O objetivo é evitar gargalos, redistribuir equipes, reorganizar fluxos e garantir que o beneficiário não permaneça em espera desnecessária. Segundo Hugo, essa vigilância contínua melhora não apenas a fluidez da operação, mas também a evolução clínica. “Quanto menos tempo o paciente espera, menor a chance de agravamento dos sintomas. Agilidade também é cuidado”, reforça. Além do trajeto do paciente, o COLA monitora dados assistenciais e operacionais fundamentais: tempo de espera na recepção e na triagem, tempo de atendimento médico, andamento de cirurgias, disponibilidade de quartos, deslocamento de maqueiros, prescrição e administração de medicamentos, realização de exames e altas. Também acompanha custos por setor, evolução do orçamento, temperatura de medicamentos e ambientes, além de indicadores estratégicos como tempo de permanência, taxa de ocupação e volume de altas diárias. Importante salientar que toda movimentação é compartilhada diretamente com as equipes assistenciais e de suporte, por meio de ramais, e-mails e canais de mensagens. Assim, qualquer desvio é tratado no ato, permitindo intervenções como remanejamento de equipes, abertura de consultórios e salas cirúrgicas ou aceleração de processos administrativos. Para Hugo, a integração é um dos pilares do projeto: “Todos os setores fazem parte do COLA. Da portaria ao faturamento, ninguém fica de fora. É essa união que permite que os resultados apareçam.” O monitoramento On Time, aliado a dados de ocupação, prescrição, medicação, exames e deslocamentos, cria uma imagem completa do hospital em funcionamento, permitindo decisões assertivas minuto a minuto. Resultados, mudança de cultura e impacto no atendimento Desde sua implantação no Hospital Unimed Primavera, o COLA já promoveu mudanças significativas. O tempo médio de atendimento no Pronto Atendimento Adulto caiu de 69 para 39 minutos. No infantil, reduziu de 89 para 51 minutos. O índice de altas antes do meio-dia passou de 51% para 89%, tornando o fluxo de internação mais eficiente para pacientes e equipes. O tempo médio de permanência hospitalar caiu de 5,2 dias para 3,12. E a satisfação dos beneficiários, medida pelo NPS, cresceu de 72 para 88 pontos. “Todos esses indicadores foram construídos em painéis que não permitem interferência humana. Eles mostram de forma transparente que a metodologia funciona”, destaca o gerente. Os indicadores também mostram mais do que ganhos de produtividade. Revelam o efeito de uma lógica integrada que favorece decisões ágeis, reduz desperdícios e libera as equipes para atuarem com foco maior no cuidado. Para Hugo Neves, o impacto direto na experiência do paciente é um dos pilares do sistema: quanto menos tempo de espera, menores os riscos e melhor a evolução clínica. Além disso, o monitoramento constante e o retorno dos beneficiários estimulam cada profissional a buscar sua melhoria contínua. O COLA também representa uma mudança de cultura dentro do hospital. Todos os setores, da portaria ao faturamento, foram envolvidos na construção do processo. A lógica passou a ser compartilhada: interpretar dados, intervir no momento certo, planejar estrategicamente e tratar cada etapa como parte essencial do cuidado integral ao paciente. “O resultado é uma rede mais alinhada, capaz de prever demandas, dimensionar equipes e responder com segurança às variações de fluxo típicas da rotina hospitalar. Estamos, cada vez mais, buscando soluções assertivas, de sustentabilidade, para oferecer o que tem de melhor para nosso beneficiário. Atender melhor, de forma rápida e segura com qualidade”, finaliza Hugo Neves.